13 capelas históricas viram rota turística obrigatória
São Sebastião, no Litoral Norte Paulista, tem 13 capelas caiçaras tombadas como Patrimônio Histórico e Cultural do município. Esses espaços, que reúnem elementos da religiosidade e da memória das comunidades locais, estão se consolidando como rota turística obrigatória na cidade. Entre as atrações estão a Capela do Bom Jesus, na Enseada, construída no início do século XX, e a Capela de São Gonçalo, localizada no centro da cidade, erguida no século 17 com pedra assentada sobre barro — um exemplar da arquitetura colonial tombado pelo Condephaat em 1969. A Fundação Educacional e Cultural ‘Deodato Sant’Anna’ (Fundass) mantém a Capela de São Gonçalo, que fica na esquina da rua Sebastião Silvestre Neves, entre a Prefeitura e o largo da Igreja Matriz. No último dia 25 de agosto, foi realizada a vistoria anual das capelas tombadas da Costa Sul, com o objetivo de fiscalizar as condições de conservação dos imóveis e os entornos, seguindo a Lei Municipal nº 943/1994. A ação integra o trabalho permanente da Prefeitura, por meio da Fundass, na proteção do patrimônio histórico e cultural. As capelas em questão incluem ainda estruturas em Toque-Toque Grande, Toque-Toque Pequeno, Paúba, Maresias, Boiçucanga, Cambury, Barra do Saí, Juquehy e Cigarras, construídas entre as décadas de 1920 e 1960 por famílias caiçaras. A Capela do Sagrado Coração de Jesus, em Boiçucanga, e a Capela de São Roque, em Cambury, estão entre os destaques desse conjunto histórico. A preservação desses espaços é reforçada pela lei municipal, que estabelece diretrizes para manutenção das características arquitetônicas e dos elementos culturais associados. Segundo a Fundass, as capelas representam referências da religiosidade e da formação das comunidades caiçaras, mantendo vivas práticas e elementos históricos dos bairros onde estão inseridas. A vistoria anual busca garantir que as estruturas não sofram degradação e que os entornos respeitem os padrões estabelecidos para preservação do patrimônio. O tombamento e a manutenção dessas capelas são parte de um esforço público para valorizar a cultura local e oferecer aos visitantes uma experiência que combina história, fé e turismo. A cidade, que já enfrenta desafios como reassentamentos após a tragédia climática de fevereiro de 2023 e obras de contenção com atrasos, vê nessas capelas um potencial para atrair turistas interessados em conhecer a história e a arquitetura caiçara.
Redação Tv Com Litoral
Imagens: Divulgação