Direita atrai 28,5 mil, esquerda 2 mil em SP
No feriado da Independência, 7 de setembro, duas mobilizações distintas marcaram a capital paulista. Na Avenida Paulista, apoiadores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro organizaram um ato que reuniu, segundo estimativas do Monitor do Debate Político da USP, do Cebrap e da More in Common, cerca de 28,5 mil pessoas, com margem de erro de 12%. No mesmo dia, o tradicional Grito dos Excluídos, realizado na Praça da Sé, contou com a presença de aproximadamente 2 mil manifestantes, segundo reportagens da Folha de S.Paulo. Esses eventos ocorreram em um contexto de forte polarização política nas vésperas das eleições de 2026. O 7 de setembro costuma combinar desfiles cívico-militares com manifestações de diferentes espectros ideológicos. As concentrações da Paulista em 2024 e 2025 foram estimadas em 45,4 mil e 42,2 mil participantes, respectivamente, indicando queda no número de adeptos ao ato da direita neste ano. O Grito dos Excluídos, movimento de esquerda que reúne sindicatos, movimentos populares e entidades sociais, foi registrado em mais de 50 cidades brasileiras, mas a participação na capital foi significativamente menor que a da direita. Além de São Paulo, a direita realizou atos em outras capitais, como Brasília e Rio de Janeiro, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile oficial na Esplanada dos Ministérios, com o tema “Soberania – A força que une o Brasil”. O desfile contou com representantes dos Três Poderes, mas a presença no evento cívico não foi apresentada como apoio eleitoral ao governo. As diferenças de público entre os atos de direita e esquerda foram destacadas como indicativo de mobilizações distintas, sem que os números fossem interpretados como medida direta de força eleitoral. A disparidade de participação – aproximadamente 14 vezes mais manifestantes na Paulista que na Sé – evidencia a segmentação dos movimentos políticos no país. O cenário aponta para uma continuidade da disputa de narrativas e apoio entre os polos, enquanto o calendário eleitoral de 2026 avança.
Redação Tv Com Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp