FIFA aprova Lei Vini Júnior contra gestos racistas
Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior, conhecido como Vini Jr., nasceu em 12 de julho de 2000 na cidade de São Sebastião do Alto, interior do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2026, durante partida contra o Benfica, o jogador denunciou um adversário que o chamou de “macaco” enquanto cobria a boca com a camiseta. A denúncia resultou na criação da Lei Vini Júnior, aprovada pela FIFA, que proíbe a prática de cobrir a boca para conversar durante o jogo.
A carreira de Vini Jr. começou no futsal pelo Campo do Rio e na escolinha do Flamengo, antes de migrar para o futebol de campo. Em 2017, aos 16 anos, foi transferido ao Real Madrid por €45 milhões, segundo o segundo maior valor da história do futebol brasileiro na época. No clube europeu conquistou duas Copas Mundiais de Clubes da FIFA (2018, 2022), duas Ligas dos Campeões da UEFA (2021‑2022, 2023‑2024) e recebeu o prêmio ‘The Best’ da FIFA em 2024, o primeiro brasileiro a alcançar o título em 17 anos. Pela Seleção Brasileira, participou das Copas do Mundo de 2022 e 2026.
Vini Jr. tem sido alvo de ataques racistas desde 2022, quando agentes de jogadores o insultaram em programa de TV espanhol. Em 2023, torcedores do Atlético de Madrid amarraram um boneco representando o atleta ao pescoço com a frase “Madrid odeia o Real”. O jogador respondeu nas redes sociais, recebeu apoio de clubes e integrou a Comissão Antirracismo da Federação, mantendo postura firme contra o preconceito.
A Lei Vini Júnior estabelece que jogadores não podem encobrir a boca para ocultar palavras ofensivas, reforçando a política de combate ao racismo no futebol. A medida entra em vigor imediatamente e será monitorada pela FIFA em todas as competições oficiais.
Redação Tv Com Litoral
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