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GCMs de Caraguatatuba presos por agressão e tortura contra

22/08/2026 às 13:33

Três guardas civis municipais de Caraguatatuba foram presos temporariamente no último sábado (22) após suspeita de tortura física e psicológica contra uma moradora durante uma abordagem. A prisão preventiva, com duração de 30 dias, foi determinada pela Justiça após pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público de São Paulo. Os agentes, um efetivo e dois comissionados, já haviam sido afastados pela Prefeitura após a divulgação de um vídeo que mostra a agressão. Segundo a investigação, os guardas teriam entrado na residência da vítima sem autorização judicial, o que configura invasão de domicílio. A Polícia Civil apura ainda a prática de tortura, com base no vídeo que circulou nas redes sociais. A mulher agredida foi incluída no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita), que oferece sigilo, apoio financeiro e psicológico, além de mudança de cidade ou estado em casos de risco grave. A Prefeitura de Caraguatatuba informou que afastou preventivamente os três agentes e instaurou sindicância para apurar as circunstâncias da denúncia. Os nomes dos guardas não foram divulgados. A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta reportagem. O juiz responsável pela decisão considerou que a liberdade dos agentes poderia comprometer o andamento das investigações. A prisão temporária é uma medida excepcional, aplicada quando há risco de ocultação de provas ou influência indevida sobre testemunhas. O caso segue em sigilo, sem previsão de julgamento imediato.

Redação Tv Com Litoral
Imagens: Divulgação