Litoral Norte fica sem cadeiras, candidatos aguardam suplência
O Litoral Norte de São Paulo encerrou a eleição de 2026 sem eleger, neste momento, um representante direto para a Câmara dos Deputados nem para a Assembleia Legislativa. Apesar da ausência de cadeiras, a votação pode ainda garantir a presença de candidatos da região por meio da suplência.
No sistema proporcional, a conquista de cadeiras depende do desempenho dos partidos e federações, não apenas do número de votos individuais. Entre os candidatos à Assembleia Legislativa, Antônio Carlos da Silva – ex‑prefeito e ex‑deputado estadual de Caraguatatuba – obteve 23.464 votos, liderando a lista regional. Na mesma disputa, Manoel Marcos recebeu 5.168 votos, seguido por outros nomes ligados ao Litoral Norte. Na corrida pela Câmara Federal, Felipe Augusto somou 14.994 votos e João Colucci, 9.974, sendo também destacados entre os concorrentes da região.
A posição de cada candidato dentro de sua legenda determinará se ele será suplente. É necessário cruzar a votação individual com o quociente eleitoral, o quociente partidário, o número de cadeiras conquistadas e a ordem da lista de suplentes. Caso deputados eleitos assumam cargos executivos – secretarias estaduais, ministérios ou outras funções previstas em lei – suas vagas serão preenchidas pelos suplentes, seguindo a ordem estabelecida. Assim, a votação obtida pelos candidatos do Litoral Norte pode se tornar decisiva ao longo do mandato.
O próximo passo é a análise detalhada dos resultados oficiais para identificar os candidatos que efetivamente permanecerão na fila de suplência. Enquanto essa verificação não for concluída, a certeza permanece: as urnas encerraram a votação, mas a composição definitiva das bancadas ainda pode gerar novos capítulos para o Litoral Norte, que acompanhará cada movimentação.
Redação Tv Com Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp