Trump acusa Brasil de falhar contra facções
O governo dos Estados Unidos, por meio de documento oficial encaminhado ao Congresso norte‑americano, declarou que o Brasil “falhou em confrontar” o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A avaliação foi inserida na determinação presidencial para o ano fiscal de 2027, que trata de países envolvidos na produção ou no trânsito internacional de drogas.
A Casa Branca sustenta que as duas facções ampliaram sua atuação para além das fronteiras nacionais, contribuindo para transformar o Brasil em um importante centro do fluxo internacional de cocaína. A acusação, proveniente de um governo estrangeiro, coloca o PCC e o CV no centro de um debate internacional sobre narcotráfico e crime organizado. A Casa Branca compara a situação brasileira com iniciativas adotadas por outros governos do continente que, segundo Washington, têm adotado medidas consideradas mais duras contra organizações criminosas.
Apesar da crítica, o texto oficial deixa claro que o Brasil não foi incluído na lista de países considerados como tendo “falhado comprovadamente” no cumprimento de obrigações internacionais de combate ao narcotráfico. Para o mesmo exercício fiscal, a classificação de falha foi aplicada a Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia, e o Brasil também não integra os 23 países designados como grandes produtores ou rotas principais de drogas ilícitas. A declaração americana abre a possibilidade de sanções financeiras que podem atingir contas, ativos ou empresas vinculadas a integrantes das facções.
A avaliação dos Estados Unidos reflete a ampliação de instrumentos jurídicos e financeiros voltados a organizações criminosas transnacionais. Enquanto o governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a inclusão ou exclusão nas listas, a pressão por medidas mais rígidas permanece em pauta.
Redação Tv Com Litoral
Imagens: ** Casa Branca dos Estados Unidos, determinação presidencial sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas para o ano fiscal de 2027; Poder360.