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Ubatuba investiga mudança na cor do Rio Indaiá

10/10/2026 às 10:10

A Defesa Civil de Ubatuba realizou uma reunião com moradores e representantes da sociedade civil para discutir a alteração na cor da água do Rio Indaiá. O encontro reuniu integrantes de instituições como a Rede Vozes do Manguezal, a Área de Proteção Ambiental (APA) Marinha Litoral Norte, mantida pela Fundação Florestal, e a entidade Tamoio de Ubatuba. O objetivo da ação foi apresentar as medidas preliminares de monitoramento e alinhar providências sobre a situação que afeta diretamente comunidades locais, a exemplo do bairro Barra Seca.

Durante as apresentações técnicas, a equipe do órgão explicou que um deslizamento de terra e rochas foi identificado no alto de um morro na região do Sumidouro. A suspeita é de que o material desprendido do terreno esteja sendo levado até o leito do rio pela correnteza. As fortes chuvas registradas durante o mês de setembro, quando os acumulados atingiram cerca de 300 milímetros na região, são apontadas como um dos fatores determinantes para a movimentação do solo e a consequente turvação da água.

Até o momento, não existe um laudo laboratorial conclusivo que determine a composição exata dos sedimentos ou ateste o nível de qualidade da água do Rio Indaiá. O diretor de Gestão da Defesa Civil, Alexandre Napoli, informou que o município busca apoio com órgãos técnicos especializados para efetuar coletas e análises laboratoriais. As avaliações são consideradas urgentes para medir os potenciais impactos socioeconômicos e ambientais na bacia hidrográfica, que envolvem a oxigenação do Rio, a preservação da fauna aquática, além de prejuízos diretos à pesca artesanal, à maricultura e ao turismo local.

O mapeamento completo da área atingida enfrenta obstáculos operacionais devido ao difícil acesso a certos trechos do terreno na região do Sumidouro, o que impede a checagem imediata de novos pontos de instabilidade no morro. Diante do cenário, a Defesa Civil estabeleceu como encaminhamento o fortalecimento da articulação contínua entre o poder público, órgãos ambientais estaduais e a comunidade afetada. O acompanhamento da evolução do caso prosseguirá para determinar se haverá necessidade de intervenções estruturais de contenção ou mitigação dos riscos na localidade.

Redação Tv Com Litoral
Imagens: Divulgação